terça-feira, 30 de agosto de 2022

Petrificação


Rosto toldado 
Olhar branco 
Praia selvagem 
Beleza ferida 
De céu nublado 

Gritos mudos 
Sombra agreste 
Muro que barra passagem 
Horizonte magoado 
Breve aragem levadiça 
Porta ao fundo quebradiça 
Interior incerteza 
Chuva sedenta de pão 
Vento espelhado na alma 
Pardacenta noite de verão 
Embaciados sentidos 
Passos colados ao chão 
...

Revoltem-se as águas 
Reme-se contra a maré 
E novos horizontes nasçam

(Poema publicado originalmente a 17/04/2012 no meu blogue Nuvens de Orvalho (apagado), e aqui agora readaptado)

14 comentários:

  1. Excelente Poema Fá! Bravo. O meu aplauso!

    "Revoltem-se as águas
    Rume-se contra a mará
    E novos horizontes nasçam."

    Estas belas estrofes, são tudo o que o mundo precisa!

    Abraços para ti!

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  2. Que se abram novas janelas, e portas, e horizontes! Sempre!
    Um abraço, Fá!

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  3. Foto muito interessante, num poema fascinante. A harmonia poética perfeita
    .
    Cumprimentos poéticos
    .
    Pensamentos e Devaneios Poéticos
    .

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  4. Maravilhoso o teu poema, não podia ser de outra forma. Beijo

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  5. Com passos colados ao chão não se consegue voar. E é preciso navegar. Deve ter ficado muito belo em música. Bjs.

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  6. Um complemento lindo de imagem com texto

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  7. Foto e poema lindos! beijos, ótimo dia! chica

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  8. Dizer o que deste poema? Magistral! Parabéns!!
    -
    De repente, existem nós que se soltam...

    Beijos. Boa tarde!

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  9. La música, sorprendente y gentil ayudante de las palabras que se encadenan en ese lúcido y maravilloso poema descriptivo de un ambiente natural. Me ha gustado mucho.
    Un abrazo de paz y poesía.

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  10. Profundo poema me gusto mucho. Te mando un beso.

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  11. Um poema soberbo.
    Os meus aplausos para a excelência das suas palavras.
    Também gostei da foto.
    Continuação de uma boa semana, amiga Fá.
    Beijo.

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  12. Muito belo, Fá. Muito belo!

    Espero mais poesia tua. Beijos
    ~~~

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  13. Que maravilha, Fá
    Navegar é preciso.
    Embora o mar ande bravo,não podemos perder a força.
    Abraço e brisas doces**

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  14. Hemos de vivir en constante incertezas cuando nos aferramos a esta vida y sus encantos...
    pero sabemos que podemos descubrir una estrella al final que nos da la lumbre verdadera.

    Abrazo.

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«a vida, a meu ver, é polarizada entre a prosa – ou seja, as coisas que fazemos por obrigação, que não nos interessam, para sobreviver – e a poesia – o que nos faz florescer, o que nos faz amar, comunicar. E é isso que é importante.»
(Edgar Morin)
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