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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025
quinta-feira, 6 de novembro de 2025
Espelho

Escorrem poemas
Momentos de água
Deslizando em fendas
Talhadas a par e passo
Podem acordar os pássaros
Aprisionados no espelho
Soltarem-se do rio
Os doirados das nuvens
Do fundo das muralhas
Labaredas azuis
Que nas horas escuras ou leves
Imensas ou breves
Entre charcos e bordados
Palavras e pedras
Versos e pétalas
Há um espelho que nos reflecte
terça-feira, 4 de novembro de 2025
Entre Gaivotas
segunda-feira, 3 de novembro de 2025
Musicando o horizonte
O horizonte precisa da música das ondas
em preguiçoso espraiar
para ser tocado em escala de sol e vagar
quinta-feira, 25 de janeiro de 2024
Onde moram cagarros e ganhoas
Um breve olhar...
para lá do mar... perto da lua.
Onde moram cagarros e ganhoas...
sonhos e poemas
esculpidos em lava
escorridos no vento
embrulhados em bruma
retidos no sentimento.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023
Escuta
O verde quebrado do lago
Manso e prateado
Onde mergulho os meus olhos
Quais asas na brisa pousadas
Solta silêncios alados
Ecos perdidos soprados no sol
Que flores de muitas cores
Provocam insectos a mirar
E perfumam de olor e vida e calor
A voz cala-se às reentrâncias
Da luz ao bordejar das margens
Os sons repousam
E é o silêncio que se faz verbo
Escuta...
Sssschhiiiiu...!
(Poema publicado originalmente a 18/01/2011 no meu blogue Nuvens de Orvalho (apagado), e agora aqui readaptado)
domingo, 25 de abril de 2021
Luz, cor e luar
quando os muros são pesados
tantas vezes sangramos
sem forças para achar uma abertura
mas há que erguer a cabeça
bem acima
dos muros que se levantam,
esculpir poesias com o olhar,
espalhá-las pelos mares que nos corroem a alma
e ser luz, cor e luar
terça-feira, 27 de agosto de 2019
sábado, 28 de maio de 2016
Cantorias
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Utopias
sábado, 9 de junho de 2012
Tão Mar

Há distâncias forjadas
Tão mar
Habitáculos de cardos
E ervas salgadas
Águas em fogo
Areias de gelo
Pássaros calados
Tão noite
Tão sede
Tão saudade…
Mas haverá ainda manhãs
Tão mar
De sítios tranquilos
Radiantes
De flores
E perfumes.
E das pedras sairão fontes
Onde os pássaros feridos
Se hão-de banhar.
sábado, 17 de dezembro de 2011
Quase...
segunda-feira, 20 de junho de 2011
O mar e as rochas

Fui perguntar às rochas
O que sentem
Quando o mar as abraça
Disseram-me
Que sentem arrepios molhados
Pois que o mar é irrequieto
E lhes dá beijos salgados
Que ora as veste de espuma branca
Ora as despe enamorado
Que sentem arrepios molhados
Pois que o mar é irrequieto
E lhes dá beijos salgados
Que ora as veste de espuma branca
Ora as despe enamorado
Sentem-se amadas por ele
E outras vezes odiadas
Quando ele as prende e as força
Com os seus braços pesados
Sem ter remorso nem dor
Em abraços agitados
A ceder ao seu amor
E outras vezes odiadas
Quando ele as prende e as força
Com os seus braços pesados
Sem ter remorso nem dor
Em abraços agitados
A ceder ao seu amor
terça-feira, 24 de maio de 2011
Lá, o Azul

Ouvi o mar chamar por mim, insistentemente.
Fiz silêncio e pus-me à escuta: era isso mesmo, o mar sussurrava-me ao ouvido aquela melodia de que eu começava a sentir falta.
Procurei-o ao cair da tarde. Na areia branca, húmida, deixei o rasto dos pés, junto com o das gaivotas seduzidas pela traineira do peixe.
O azul imergiu-me; a distância naufragou-me.
Deixei os pés afundarem-se na areia, submergidos pela rebentação das vagas, escorridos na espuma, embebidos nessa água, mas perdidos noutro sal, porque é outro longe que eu sinto.
As gaivotas, atraídas pelo odor do peixe, voam em redor do barco em busca de alimento.
Eu procuro outro barco. Atraída pelo fragor do mar, deixo mergulhar os pés e flutuo os sentidos nesse embalo, numa ânsia de me transportar para outro lado no meio do oceano... para lá; para lá: onde a saudade me dói.
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