quarta-feira, 15 de julho de 2026

Brancos de cal


Nos tempos que correm, 
há silêncios que nos cortam a garganta, 
brancos de cal

navalhas de barro, 
de pó seco, 
que nos sufocam as palavras, 
ansiosas por respirar, 
sem conseguirem libertação.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Entre Gaivotas



Tenho uma alma-gaivota que não se confina ao chão
Um coração sempre com sede de ar
Um mar nos olhos que escorre do peito
Em leito de asas feito

É entre gaivotas que a minha alma voa

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Musicando o horizonte

tocando o horizonte

O horizonte precisa da música das ondas
em preguiçoso espraiar
para ser tocado em escala de sol e vagar

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Escuta

O verde quebrado do lago 
Manso e prateado 
Onde mergulho os meus olhos 
Quais asas na brisa pousadas 
Solta silêncios alados 
Ecos perdidos soprados no sol 
Que flores de muitas cores 
Provocam insectos a mirar 
E perfumam de olor e vida e calor 

A voz cala-se às reentrâncias 
Da luz ao bordejar das margens 
Os sons repousam 
E é o silêncio que se faz verbo 
Escuta...

Sssschhiiiiu...! 

 (Poema publicado originalmente a 18/01/2011 no meu blogue Nuvens de Orvalho (apagado), e agora aqui readaptado)

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