quarta-feira, 15 de julho de 2026

Brancos de cal


Nos tempos que correm, 
há silêncios que nos cortam a garganta, 
brancos de cal

navalhas de barro, 
de pó seco, 
que nos sufocam as palavras, 
ansiosas por respirar, 
sem conseguirem libertação.

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«a vida, a meu ver, é polarizada entre a prosa – ou seja, as coisas que fazemos por obrigação, que não nos interessam, para sobreviver – e a poesia – o que nos faz florescer, o que nos faz amar, comunicar. E é isso que é importante.»
(Edgar Morin)
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