
Não sei o que prende o mar
Que movimentos o encerram
Para se agitar assim
Que tormentos
Que sofrimentos tão vis
Que lhe arrancam lamentos
E o movem a dura servis
Não sei o que o tem cativo
Que enleios traz em si…
Mas há correntes que agarram o mar
Desfilo quase oração
como esteiro enigmático,
claro e escuro,
de ruídos silenciosos,
em que desaguo, tantas vezes,
os rios tempestuosos que me percorrem.
Fragilidade feita força
para que não naufrague o barco
em mares de vagas bravas.